Lei do Inquilinato: Devolução do Imóvel Passo a Passo

Publicado por Imóvel Guide Artigos em 13/10/2026 · Atualizado em 13/10/2026

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Tempo de leitura 5 min
Lei do Inquilinato: Devolução do Imóvel Passo a Passo

Devolver um imóvel alugado exige mais do que retirar os pertences e entregar as chaves. Para encerrar a locação com menos risco de cobranças contestadas, o inquilino deve conferir o contrato, avisar no prazo aplicável, comparar as vistorias e documentar a entrega. A Lei do Inquilinato protege o locador contra danos, mas não transfere ao locatário o custo do desgaste normal.

O que conferir antes de iniciar a devolução

  • Prazo contratual: identifique se o contrato está vigente por prazo determinado ou indeterminado.
  • Condições de saída: confira cláusulas sobre aviso, multa e procedimento para entregar as chaves.
  • Vistoria de entrada: reúna o laudo, fotos e registros de reparos feitos durante a locação.
  • Contas e comprovantes: localize faturas de água, energia, gás e outros encargos sob sua responsabilidade.

A regra central está no artigo 23, inciso III: o imóvel deve ser restituído no estado em que foi recebido, ressalvadas as deteriorações do uso normal. Consulte a Lei do Inquilinato no texto oficial e compare essa obrigação com o contrato e a vistoria inicial.

Passo a passo para encerrar a locação

1. Comunique a saída por escrito

Em contrato por prazo indeterminado, o locatário deve avisar o locador por escrito com antecedência de 30 dias. Sem o aviso, a lei prevê a possibilidade de cobrança correspondente a um mês de aluguel e encargos. Em contratos ainda dentro do prazo determinado, confira as condições de rescisão antes de definir a data.

Se a devolução antecipada decorrer de transferência de trabalho para outra localidade determinada pelo empregador, há previsão legal de dispensa da multa, desde que o locador seja notificado por escrito com pelo menos 30 dias de antecedência. Guarde a comunicação e o comprovante de recebimento.

2. Calcule a multa, se houver

Na saída antes do fim de um contrato com prazo determinado, pode haver multa prevista no contrato, calculada proporcionalmente ao período que falta cumprir. Não trate o valor integral como automático: peça a memória de cálculo e confira se há cláusula de isenção ou situação legal aplicável.

3. Compare a vistoria e resolva danos

Faça uma vistoria prévia e compare cada ambiente com o laudo de entrada. Conserte danos que você causou, como itens quebrados por mau uso, mas não aceite automaticamente cobranças por marcas leves ou envelhecimento compatível com a ocupação. Pintura nova não é exigência universal: a análise depende das condições registradas e do estado efetivo das paredes.

Profissional registra em vistoria o estado de um apartamento vazio antes da devolução das chaves

4. Quite contas e formalize as chaves

Organize as faturas finais de consumo, solicite encerramento ou transferência dos serviços e guarde os comprovantes. Combine com o proprietário ou a imobiliária a vistoria final e a entrega das chaves. Peça um protocolo com a data, a quantidade de chaves e eventuais pendências descritas, evitando depender apenas de conversas verbais.

Como reduzir conflitos na vistoria final

Registre fotos ou vídeos datados dos cômodos, medidores e itens apontados no laudo. Se houver discordância, peça que cada divergência seja identificada por ambiente e relacionada à vistoria inicial; uma lista genérica de reparos dificulta verificar o que é dano e o que é desgaste normal.

Para corretores e administradoras, manter avisos, vistorias e comprovantes organizados facilita o acompanhamento do encerramento. O CRM integrado do Imóvel Guide pode apoiar essa rotina de relacionamento e registro, junto às demais ferramentas da plataforma, sem substituir a conferência do contrato e dos documentos.

A devolução fica mais segura quando há três registros claros: comunicação escrita, comparação documentada das vistorias e protocolo de entrega das chaves. Se a cobrança ou a interpretação do contrato permanecer controversa, procure orientação jurídica individualizada.

Perguntas frequentes

Como a Lei do Inquilinato trata da devolução do imóvel alugado?

A Lei do Inquilinato determina que o imóvel seja devolvido no estado em que foi recebido, exceto pelo desgaste natural do uso. A saída também exige observar o prazo e as condições de encerramento do contrato. Antes de entregar as chaves, compare o imóvel com a vistoria inicial e formalize a data da devolução.

Sou obrigado a pintar o imóvel alugado para devolver?

Não necessariamente. A lei não exige pintura nova em toda devolução: o locatário deve reparar danos que causou, mas não responde pelo desgaste natural do uso. Compare a vistoria inicial com o estado atual e avalie a situação das paredes. Se houver divergência, registre fotos e peça que a cobrança seja justificada.

O que é devido do inquilino fazer antes de devolver o apartamento?

Antes da saída, confira o contrato e a vistoria inicial, comunique a devolução por escrito, organize a mudança e solicite uma vistoria final. Quite ou transfira as contas de consumo, registre o estado dos ambientes e combine a entrega das chaves com protocolo que indique a data e eventuais pendências.

Quais reparos são de responsabilidade do inquilino?

O locatário responde por danos que causou ao imóvel ou aos itens que recebeu, como uma porta quebrada por mau uso. Não deve pagar por deteriorações decorrentes do uso normal. A vistoria de entrada, fotos e uma comparação objetiva ajudam a separar dano reparável de desgaste esperado ao longo da locação.

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