Thomas Babini

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Colunista desde: 01/2024

SOBRE O RESPONDEDOR:

Thomas Babini é Consultor Imobiliário com formação em Transações imobiliárias e economia internacional, está entre os TOP 300 corretores(as) possuindo um total de 33 artigos publicados e mais 56 respostas em nosso fórum. Está no mercado imobiliário desde 2021 atuando principalmente nos bairros Candeias, piedade e zona sul de pernambuco incluindo litoral, e já trabalhou em empresas como: Cbl empreendimentos e Hub nogueira.

Pró-cotista: o Que É e Como Funciona

Financiamento

Pró-cotista: o Que É e Como Funciona

09/04/2024

A linha de financiamento habitacional Pró-cotista é voltada para trabalhadores que possuem contas vinculadas ao Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS). Em 2019, o Conselho Curador do FGTS aprovou um montante de R$ 4,25 bilhões para ser destinado às linhas de crédito Pró-cotista, o que representa uma redução de 15% em relação aos R$ 5 bilhões disponibilizados em 2018. Apesar disso, essa linha de crédito continua sendo uma opção para aqueles que não se enquadram nos critérios do programa Minha Casa Minha Vida (MCMV). As taxas de juros variam de 8,76% a 9,01% ao ano. Para acessar essa linha de crédito, os trabalhadores devem cumprir alguns requisitos: - Ter pelo menos três anos de contribuição ao FGTS.- Estar empregado e contribuindo regularmente ou possuir saldo na conta do FGTS equivalente a pelo menos 10% do valor do imóvel.- Não há limite de renda para acessar o Pró-cotista, mas a mensalidade do financiamento não pode comprometer mais do que 30% da renda mensal bruta da família.- O imóvel a ser adquirido deve estar registrado no Cartório de Registro de Imóveis e ser destinado ao uso residencial do comprador em área urbana. Além disso, o comprador não pode possuir outro imóvel residencial onde trabalha ou mora, nem ter financiamento no Sistema Financeiro de Habitação (SFH). Atualmente, tanto a Caixa Econômica Federal quanto o Banco do Brasil oferecem essa linha de financiamento, que permite custear imóveis novos ou usados de até R$ 1,5 milhão. Esse valor é superior aos limites anteriores estabelecidos pelo Banco do Brasil para propriedades no Rio de Janeiro, Minas Gerais, São Paulo e Distrito Federal, e para os demais estados. O limite para financiamento varia de acordo com o banco, podendo chegar a 80% do valor do imóvel novo ou usado, com prazo de até 30 anos para quitação. Para solicitar o financiamento pelo Pró-cotista, é necessário apresentar alguns documentos, incluindo carteira de trabalho, extrato atualizado do FGTS e declaração do Imposto de Renda Pessoa Física (IRPF) com recibo de entrega ou declaração de isento do IRPF. Autor: Thomas Babini Loreto Consultor Imobiliário do Estado de Pernambuco.

O Que É Taxa de Evolução de Obra?

Impostos

O Que É Taxa de Evolução de Obra?

09/04/2024

Comprar imóveis na planta pode ser uma estratégia vantajosa para quem busca economizar, mas é importante estar ciente da taxa de evolução de obra, que é uma parte crucial desse tipo de negociação. Essa taxa refere-se aos juros cobrados pelo banco das construtoras e é resultado do empréstimo que a construtora obtém junto ao banco para financiar o empreendimento. Aqui estão algumas perguntas e respostas para entender melhor a taxa de evolução de obra: **Quanto custa?**A taxa de evolução de obra normalmente representa cerca de 2% do valor total do imóvel e é cobrada durante a fase de construção. **Por que ela é cobrada?**Essa taxa auxilia no financiamento das despesas da obra e também é usada para abater o saldo final do preço do imóvel. Se a propriedade não for concluída no prazo estipulado em contrato, o comprador pode solicitar à construtora a suspensão do pagamento da taxa enquanto a obra estiver atrasada, independentemente do tempo decorrido. **E se a cobrança for mantida mesmo com a obra atrasada?**O comprador tem até três anos após o término do pagamento para contestar judicialmente. Se for determinado em juízo que a cobrança foi indevida, o comprador pode receber o valor pago em dobro, em uma única parcela, dentro de até 15 dias após a decisão judicial. **Essa taxa é legal?**Apesar de muitos compradores questionarem sua legalidade devido à falta de esclarecimento por parte das construtoras, a cobrança da taxa de evolução de obra é permitida legalmente, desde que seja devidamente informada e detalhada em uma cláusula do contrato. **Quando é feito o pagamento?**A cobrança inicia-se no momento da assinatura do contrato e continua até a conclusão da construção. No modelo de financiamento, o comprador só começa a amortizar a dívida após receber as chaves do imóvel, conforme a data acordada. Antes disso, ele paga apenas os juros dos repasses e, possivelmente, a entrada acordada previamente. A cobrança torna-se ilegal se continuar após a entrega das chaves. **Os beneficiários do programa Minha Casa Minha Vida também pagam essa taxa?**Sim, no entanto, uma decisão recente da justiça paulista proibiu a Caixa Econômica Federal de cobrar a taxa de evolução de obra após a data estipulada para a entrega das unidades habitacionais, mesmo em casos de atraso na obra. Isso se deve ao fato de que a Caixa, como gestora do programa, tem a responsabilidade de fiscalizar a obra. Portanto, mesmo que não consiga evitar o atraso, a Caixa não pode mais cobrar essa taxa após o prazo estabelecido.

Em Quais Cidades Os Imóveis Mais se Valorizaram?

Imóveis

Em Quais Cidades Os Imóveis Mais se Valorizaram?

09/04/2024

Nos últimos cinco anos, investir em imóveis nas cidades de Vitória, Vila Velha, Goiânia, Curitiba e Florianópolis provou ser uma escolha lucrativa, proporcionando ganhos acima da inflação. De acordo com dados públicos do índice FipeZap, a valorização do preço médio do metro quadrado nessas localidades variou entre 16% e 40,8%, descontando a inflação pelo IPCA, de setembro de 2018 a setembro de 2023. Vitória se destacou nesse aspecto, liderando o ranking com uma valorização impressionante de 40,84%, seguida por Vila Velha, com 27,3%. Essa tendência de valorização está diretamente relacionada ao desenvolvimento socioeconômico e à demanda por propriedades, como afirmam especialistas. O levantamento abrangeu os preços em 18 cidades que têm dados divulgados pela FipeZap desde 2018. Vale ressaltar que os valores referem-se aos preços pedidos pelos proprietários, não necessariamente refletindo os preços finais de venda. O economista e educador financeiro Marlon Glaciano observa que a qualidade de vida e o acesso são os principais impulsionadores da valorização de uma região, enquanto indicadores negativos, como a violência urbana, tendem a causar a depreciação de imóveis. Vitória, além de ser reconhecida pela ONU como a segunda melhor cidade do litoral brasileiro para se viver, também foi destacada pela Endeavor como uma das cidades com melhor infraestrutura para o empreendedorismo. Na avaliação de especialistas, o avanço dos preços dos imóveis está ligado ao desenvolvimento socioeconômico e à demanda por terrenos e moradias. A falta de lançamentos imobiliários em determinadas regiões também pode influenciar os preços, como menciona o professor da FGV Alberto Ajzental. Ele ressalta que cada região tem suas particularidades econômicas, o que pode afetar a valorização dos imóveis. Por exemplo, em Vitória e Vila Velha, a operação portuária desempenha um papel importante nesse aspecto. Goiânia, por sua vez, tem se beneficiado do bom momento do agronegócio, impulsionando sua economia e, consequentemente, os preços imobiliários. Entretanto, nem todas as cidades tiveram o mesmo desempenho. Capitais como Niterói, Rio de Janeiro, Campinas, Porto Alegre e São Paulo enfrentaram desvalorização no preço do metro quadrado, possivelmente devido ao impacto da pandemia e outros fatores locais. Para os potenciais compradores, é crucial considerar uma variedade de fatores antes de decidir, incluindo o ambiente macro e microeconômico, infraestrutura, legislação urbana e segurança pública. Além disso, é importante avaliar cuidadosamente as condições de financiamento, especialmente diante das flutuações na taxa básica de juros. Embora os dados da FipeZap forneçam insights valiosos sobre o mercado imobiliário, é importante notar que eles refletem os valores pedidos pelos proprietários e não necessariamente os preços de venda efetivos.

O Que É Itbi?

Impostos

O Que É Itbi?

09/04/2024

O Brasil possui uma variedade de tributos, sendo o Imposto sobre Transmissão de Bens Imóveis (ITBI) um dos principais quando se trata da aquisição de propriedades. Este imposto, além de ser obrigatório, envolve uma série de detalhes cruciais que devem ser considerados antes de finalizar qualquer negócio, visando uma adequada planificação financeira e evitando surpresas desagradáveis que possam impactar o orçamento. O ITBI, ou Imposto sobre Transmissão de Bens Imóveis, é um tributo exigido para efetivar a transferência de propriedade imobiliária, tornando-se, portanto, indispensável sua quitação para o andamento dos procedimentos legais. Em sua ausência, os trâmites necessários não são concluídos e o nome do proprietário não é registrado na matrícula ou no registro do imóvel. Este imposto é de competência municipal, entretanto, sua instituição está prevista na Constituição Federal, sendo aplicável sempre que ocorrer uma transação de compra e venda com ônus, ou seja, quando há lucro. É importante ressaltar que em casos de doação ou herança, o ITBI não incide, sendo substituído pelo Imposto de Transmissão Causa Mortis e Doação (ITCMD). O ITBI funciona como um tributo cobrado no ato da compra e transferência de bens imóveis, sendo aplicado pela prefeitura. Após sua quitação, a documentação da propriedade é liberada e a venda é efetivada. A alíquota do imposto varia de acordo com cada município, normalmente situando-se em até 4%, com algumas situações específicas de isenção que serão abordadas posteriormente. O registro do imóvel formaliza a operação de compra e venda, sendo essencial para evitar fraudes, pois impede que o mesmo imóvel seja vendido a mais de uma pessoa. O pagamento do ITBI é parte integrante deste processo, devendo ser quitado antes do registro do imóvel no Cartório de Registro de Imóveis (CRI). No caso de pagamento à vista, também é cobrada a escritura. O cálculo do ITBI é realizado com base na alíquota municipal, que geralmente varia entre 2% e 3%, aplicada sobre o valor venal do imóvel, determinado pela avaliação feita pelo município. Isso significa que não está diretamente relacionado com o preço de compra ou a valorização do imóvel. Os documentos exigidos para o pagamento do ITBI incluem a Guia Informativa Fiscal e de Recolhimento de ITBI (GIFRI), cópia atualizada da matrícula do imóvel no Cartório de Registro de Imóveis e a guia modelo do ITBI, disponível no site da prefeitura. Vale ressaltar que os documentos necessários podem variar de acordo com o município. Existem casos em que é possível obter isenção do ITBI, como na compra do primeiro imóvel ou quando o valor do imóvel se enquadra em uma faixa específica estabelecida pela prefeitura. No entanto, é necessário verificar a legislação municipal para cada caso em particular. Normalmente, o comprador é responsável pelo pagamento do ITBI, embora não haja uma lei que defina claramente quem deve arcar com esse tributo. Portanto, é possível negociar e dividir o valor entre as partes, desde que isso esteja acordado e registrado em contrato. O prazo para pagamento do ITBI varia de acordo com o município, podendo ser antes da lavratura da escritura ou após o registro do imóvel. Em geral, o pagamento deve ser realizado dentro de um mês após a efetivação da compra, podendo ser feito em banco credenciado ou posto de arrecadação da prefeitura. No caso de imóveis na planta, o ITBI também é devido, porém o cálculo é realizado após a conclusão da obra, momento em que ocorre a transferência de propriedade da construtora para o comprador. É importante estar atento às promessas dos corretores, pois o valor do imposto pode variar, e também realizar um planejamento financeiro adequado para cobrir todas as despesas relacionadas à compra do imóvel. O ITBI é apenas uma das taxas envolvidas na aquisição de um imóvel, e é essencial considerar todas as despesas para garantir uma compra bem-sucedida. Vale a pena buscar informações adicionais sobre compra e venda de imóveis, é uma forma de fazer isso é assinando a newsletter da Ávila Urbanismo, onde você encontrará dicas e os melhores conteúdos sobre o assunto.

Valorização Dos Imóveis Em Recife: Tendências e Perspectivas

Imóveis

Valorização Dos Imóveis Em Recife: Tendências e Perspectivas

01/04/2024

O mercado imobiliário de Recife começou o ano de 2024 com uma notável valorização nos preços, refletindo uma tendência ascendente que vem se consolidando na capital pernambucana. De acordo com os dados mais recentes, em janeiro, houve um expressivo aumento de 10,13%, com uma variação acumulada de 10,60% nos últimos 12 meses. Larissa Gonçalves, economista do DataZap+, destaca que esse crescimento é resultado de características intrínsecas da cidade. Ela observa que Recife se destacou recentemente no Índice FipeZAP+ de Venda Residencial, juntamente com outras localidades do Nordeste, como João Pessoa e Fortaleza. Essas regiões vêm apresentando um crescimento consistente desde o segundo semestre do ano passado, impulsionado, em parte, pela sua proximidade com a natureza, que oferece uma diversidade de ambientes verdes e praias deslumbrantes. Quanto às perspectivas para o restante do ano, Larissa aponta para um mercado imobiliário aquecido, com preços em ascensão, embora ressalte a importância de considerar os desdobramentos da política econômica. Ela destaca que, embora ainda seja cedo para fazer projeções definitivas, a tendência nacional é de um possível arrefecimento, devido às altas taxas de juros e à desaceleração no mercado de trabalho. No entanto, ela sugere que, se houver um cenário de inflação controlada e redução das taxas de juros no segundo semestre, isso poderia impulsionar positivamente o mercado de vendas de imóveis. Por outro lado, um aumento nas taxas de juros e uma inflação mais alta poderiam impactar negativamente o mercado imobiliário. Além disso, a economista do DataZap+ faz uma análise detalhada sobre os bairros da capital pernambucana que mais tiveram variação de preço entre janeiro de 2022 e janeiro de 2023. Segundo ela, destacam-se os bairros da Macaxeira (com aumento de 78,2%), Derby (40,6%), Boa Vista (38%) e Parnamirim (24,7%), entre outros. Esses números refletem o dinamismo e a diversidade do mercado imobiliário em Recife. Em suma, a valorização dos imóveis em Recife representa não apenas uma tendência de curto prazo, mas também uma reflexão das características únicas da cidade e das oportunidades que ela oferece. Com o cenário econômico em constante evolução, é fundamental estar atento às tendências e perspectivas do mercado imobiliário, a fim de tomar decisões informadas e estratégicas.

Explorando o Conceito de Flats

Imóveis

Explorando o Conceito de Flats

01/04/2024

Os flats representam uma interessante fusão entre residência e hotelaria, oferecendo aos moradores uma experiência que combina a comodidade de um lar próprio com os serviços e facilidades encontrados em hotéis. Essa tipologia de moradia é especialmente popular entre aqueles que levam vidas agitadas e têm pouco tempo para lidar com tarefas domésticas. A essência do flat reside na sua estrutura interna, que, em muitos aspectos, se assemelha à de um apartamento convencional. Banheiros, salas e cozinhas compõem o espaço habitacional, proporcionando uma sensação de conforto e familiaridade aos moradores. No entanto, o que verdadeiramente diferencia os flats são os serviços e amenidades oferecidos. Os flats são conhecidos por disponibilizarem uma série de serviços típicos de hotéis, como limpeza regular, serviço de quarto, lavanderia e estacionamento com manobrista. Além disso, muitos empreendimentos oferecem uma variedade de comodidades, como piscinas, academias, salões de festas e áreas de lazer, que proporcionam aos moradores uma experiência de estilo de vida luxuoso e conveniente. Uma das questões mais discutidas quando se trata de flats é se vale a pena escolher esse tipo de moradia em detrimento de um apartamento convencional. A resposta a essa pergunta depende das preferências e necessidades individuais de cada pessoa. Para aqueles que levam vidas ocupadas, com agendas lotadas e pouco tempo livre, os flats oferecem uma solução conveniente, proporcionando serviços que ajudam a simplificar o dia a dia e liberar tempo para outras atividades. No entanto, é importante notar que essa comodidade vem com um custo financeiro. Os flats geralmente têm taxas de condomínio mais altas do que os apartamentos convencionais, devido aos serviços e amenidades adicionais oferecidos. Portanto, antes de optar por um flat, é essencial considerar cuidadosamente o impacto financeiro e avaliar se os benefícios justificam os custos adicionais. Em resumo, os flats representam uma opção atraente para aqueles que buscam praticidade, conveniência e um estilo de vida luxuoso. No entanto, é importante ponderar cuidadosamente as vantagens e desvantagens antes de tomar uma decisão, garantindo que a escolha seja adequada às necessidades e preferências individuais de cada pessoa.   Autor: Thomas Babini - Consultor Imobiliário, Escritor, Analista Recife - PE 

Decifrando o Conceito de Imóveis de Alto Padrão

Imóveis

Decifrando o Conceito de Imóveis de Alto Padrão

01/04/2024

Em áreas urbanas privilegiadas, o mercado imobiliário frequentemente exibe anúncios que destacam termos como "exclusivo", "luxo" e "alto padrão". Mas o que exatamente essas expressões implicam? Quais são as características que realmente definem um imóvel como sendo de "alto padrão"? De acordo com um estudo recente conduzido pela Associação Brasileira de Incorporadoras Imobiliárias (Abrainc), em parceria com o Geobrain, a categorização dos imóveis se dá conforme seus valores. Os imóveis econômicos são aqueles avaliados em até R$ 500 mil, seguidos pelos de médio padrão (até R$ 1 milhão), e então os de alto padrão (até R$ 1,5 milhão), alto luxo (entre R$ 1,5 mi e R$ 3 mi) e super luxo (acima de R$ 3 milhões). Essa divisão também é corroborada pela Brain Inteligência Estratégica, uma empresa especializada em pesquisa e consultoria no setor imobiliário. Segundo Fábio Tadeu Araújo, CEO da empresa, os produtos econômicos são definidos como aqueles abaixo do limite do programa Minha Casa Minha Vida, enquanto os imóveis de luxo são aqueles com valores acima de R$ 1,5 milhão, com o padrão médio situado entre esses dois extremos. Entretanto, o valor do imóvel é apenas um dos fatores que contribuem para a sua classificação. Mariana Niro, da Serhant., uma corretora de imóveis especializada no mercado de luxo dos Estados Unidos, destaca três características fundamentais: a qualidade da construção e dos acabamentos, os serviços oferecidos e a localização. Segundo ela, a localização é um ponto crucial, uma vez que a proximidade com áreas de prestígio e comodidades pode valorizar significativamente o imóvel. Aline Sofia, curadora de imóveis de alto padrão, ressalta a importância da exclusividade e do status. Propriedades associadas a celebridades, designers renomados ou com histórias únicas tendem a ter um valor mais elevado. Ela destaca também o design e a arquitetura do imóvel, a segurança do empreendimento e as amenidades oferecidas. Stefan Schattan, diretor de exportação da Ornare, empresa especializada em mobiliário de luxo, enfatiza a importância do design na experiência do cliente, destacando que os imóveis de alto padrão são altamente customizáveis para se adaptarem ao estilo de vida de cada morador. Empresas como a Trisul, especializada no segmento de luxo, também colocam ênfase em outros aspectos além do preço, como a localização e o projeto arquitetônico atemporal. Projetos de altíssimo padrão recebem investimentos extras em materiais de acabamento, sustentabilidade e privacidade, visando oferecer uma experiência exclusiva aos moradores. Em resumo, imóveis de alto padrão são caracterizados não apenas pelo seu valor financeiro, mas também pela qualidade da construção, serviços oferecidos, localização privilegiada e exclusividade, proporcionando aos moradores uma experiência de vida diferenciada.

Onde o Fluxo Está no Mercado Imobiliário

Investimento

Onde o Fluxo Está no Mercado Imobiliário

27/03/2024

O mercado imobiliário é um setor dinâmico e em constante evolução, influenciado por uma série de fatores econômicos, sociais e culturais. Identificar para onde está indo o fluxo dentro desse mercado é crucial para investidores, desenvolvedores e profissionais do setor que buscam entender as tendências e oportunidades emergentes. Neste artigo, exploraremos algumas áreas-chave onde o fluxo está atualmente no mercado imobiliário. 1. Sustentabilidade e Eficiência Energética Com a crescente preocupação com as mudanças climáticas e a necessidade de reduzir as emissões de carbono, a sustentabilidade e a eficiência energética tornaram-se focos importantes no mercado imobiliário. Edifícios verdes, que utilizam tecnologias e práticas sustentáveis, estão ganhando popularidade entre os consumidores conscientes e investidores que buscam reduzir os impactos ambientais de suas propriedades. 2. Tecnologia e Inovação A tecnologia está transformando radicalmente o mercado imobiliário, desde o processo de busca por imóveis até a gestão de propriedades. Plataformas online, realidade virtual, inteligência artificial e blockchain estão sendo cada vez mais utilizados para facilitar transações imobiliárias, otimizar processos de construção e melhorar a experiência do cliente. 3. Flexibilidade e Adaptabilidade A pandemia de COVID-19 acelerou uma tendência já existente em direção a espaços flexíveis e adaptáveis. Com mais pessoas trabalhando remotamente e mudando seus padrões de vida, a demanda por espaços residenciais e comerciais que possam se adaptar a diferentes necessidades está aumentando. Isso inclui espaços de trabalho compartilhados, residências com áreas multifuncionais e edifícios comerciais que podem ser facilmente reconfigurados. 4. Cidades Secundárias e Áreas Periféricas Enquanto as grandes cidades continuam a atrair investimentos e crescimento, muitos investidores e compradores estão voltando sua atenção para cidades secundárias e áreas periféricas. Essas regiões oferecem preços mais acessíveis, qualidade de vida superior e oportunidades de desenvolvimento que podem não estar disponíveis nos centros urbanos mais congestionados. 5. Mercado de Aluguel e Investimento Institucional O mercado de aluguel está crescendo em muitas partes do mundo, impulsionado por uma combinação de mudanças demográficas, preferências de estilo de vida e dificuldades de acesso à propriedade. Isso tem levado ao surgimento de investidores institucionais que estão adquirindo grandes carteiras de propriedades para aluguel, visando aproveitar o potencial de renda estável e a valorização do capital a longo prazo. Conclusão O mercado imobiliário é um ecossistema complexo e em constante evolução, onde o fluxo de capital e interesse está constantemente mudando. Identificar as tendências emergentes e as áreas de oportunidade é essencial para aqueles que buscam investir, desenvolver ou operar dentro desse mercado. Ao compreender as tendências atuais, como sustentabilidade, tecnologia, flexibilidade, localização e mercado de aluguel, os participantes do mercado podem tomar decisões informadas e aproveitar as oportunidades que surgem em um setor tão dinâmico.

O Que É Incorporação Imobiliária e Como Funciona

Negociação

O Que É Incorporação Imobiliária e Como Funciona

27/03/2024

A incorporação imobiliária é um processo fundamental no setor de construção civil, sendo a base para o desenvolvimento de empreendimentos imobiliários, sejam eles residenciais, comerciais ou mistos. Essa operação envolve uma série de etapas e procedimentos legais que visam transformar um terreno em um empreendimento pronto para ser vendido aos futuros proprietários. O Processo de Incorporação Imobiliária Em termos simples, a incorporação imobiliária consiste na transformação de um terreno em um condomínio, seja de casas, apartamentos ou salas comerciais. Esse processo é realizado por uma empresa incorporadora, que assume a responsabilidade pela viabilização do projeto, desde a aquisição do terreno até a entrega das unidades aos compradores. O primeiro passo no processo de incorporação é a aquisição do terreno, que deve ser devidamente avaliado em relação à sua localização, viabilidade de construção e potencial de mercado. Uma vez adquirido, o terreno passa por um estudo de viabilidade técnica e econômica para determinar o tipo de empreendimento que será desenvolvido. Com base nesse estudo, é elaborado o projeto arquitetônico do empreendimento, que define a distribuição das unidades, áreas comuns, infraestrutura e demais características do condomínio. Esse projeto deve ser aprovado pelos órgãos competentes, como prefeitura e órgãos ambientais, garantindo que esteja em conformidade com as normas e regulamentações vigentes. Após a aprovação do projeto, inicia-se a construção do empreendimento, que pode ser realizada pela própria incorporadora ou por uma construtora contratada para executar a obra. Durante esse período, a incorporadora é responsável por garantir o cumprimento dos prazos, a qualidade da construção e o acompanhamento técnico da obra. Paralelamente à construção, a incorporadora também realiza a comercialização das unidades, promovendo o empreendimento e negociando as vendas dos imóveis ainda na planta. Esse é um momento crucial, pois a venda das unidades é fundamental para garantir o sucesso financeiro do empreendimento e viabilizar o seu término. Ao final da construção, as unidades são entregues aos compradores, que passam a ser os proprietários legais dos imóveis. Nesse momento, a incorporadora conclui o processo de incorporação imobiliária, transferindo a administração do condomínio para os condôminos e encerrando sua participação no empreendimento. Legislação e Normas A incorporação imobiliária é regulamentada pela Lei Federal nº 4.591/1964, conhecida como Lei das Incorporações Imobiliárias, que estabelece os direitos e deveres das partes envolvidas no processo, bem como os requisitos necessários para a realização da incorporação. Além disso, existem normas técnicas e regulamentações específicas que devem ser seguidas para garantir a qualidade e segurança dos empreendimentos. Conclusão A incorporação imobiliária desempenha um papel fundamental no desenvolvimento urbano e na oferta de moradias e espaços comerciais. Por meio desse processo, terrenos são transformados em empreendimentos que agregam valor à cidade e proporcionam oportunidades de investimento e moradia para a população. Com uma base legal sólida e procedimentos bem definidos, a incorporação imobiliária contribui para o crescimento e desenvolvimento sustentável do setor imobiliário.

Mercado Imobiliário de Pernambuco: Perspectivas Favoráveis

Investimento

Mercado Imobiliário de Pernambuco: Perspectivas Favoráveis

27/03/2024

O mercado imobiliário de Pernambuco vislumbra um cenário promissor diante da iminência de um novo ciclo de grandes investimentos, tanto públicos quanto privados, que prometem impulsionar a economia local nos próximos anos. Empresas como OR, Vale do Ave, Moura Dubeux e MRV estão atentas a essa perspectiva, desenvolvendo estratégias de negócios para aproveitar as oportunidades que se desenham no horizonte estadual. O otimismo é alimentado pelo governo federal, cujos planos incluem a reativação de importantes projetos como a Refinaria Abreu e Lima, a Transnordestina e investimentos em estaleiros locais. A duplicação da Rnest e a retomada das obras ferroviárias representam apenas uma parcela dos investimentos previstos, que totalizam bilhões de reais. No setor privado, projetos como a implantação da Blau Farmacêutica, a construção do terminal de contêineres da APM/Maersk no Porto de Suape e a produção de veículos híbridos/elétricos no complexo automotivo da Stellantis Goiana destacam-se entre os investimentos programados, evidenciando um horizonte promissor para o mercado imobiliário. Empresas como a OR, conhecida por seu foco em empreendimentos de alto padrão, estão expandindo suas operações para todo o estado, abandonando sua identidade restrita à Reserva do Paiva e se tornando uma presença significativa em todo o território pernambucano. Da mesma forma, a Vale do Ave está fortalecendo sua presença no mercado imobiliário do litoral sul, enquanto a Moura Dubeux direciona esforços para atender à crescente demanda da classe média, com a criação da marca Mood. A MRV, por sua vez, confiante no panorama econômico favorável, planeja expandir suas operações em diversos municípios, como Paulista, Camaragibe e Jaboatão dos Guararapes, contribuindo para o fortalecimento do mercado imobiliário na região. Apesar do otimismo geral, Rafael Simões, presidente da Associação das Empresas do Mercado Imobiliário de Pernambuco (Ademi-PE), adota uma postura mais cautelosa, especialmente em relação ao Recife. A cidade, que figura entre as mais caras para se morar no Brasil, enfrenta desafios como a diminuição da oferta de imóveis novos e questões relacionadas ao acesso ao crédito e à regulação urbana. No entanto, Simões acredita que, com o aumento da renda acompanhado por medidas adequadas, o mercado imobiliário da capital poderá recuperar o fôlego dos anos anteriores. Em suma, o mercado imobiliário de Pernambuco está preparado para colher os frutos dos investimentos planejados, com empresas e investidores otimistas em relação ao futuro da economia local e às oportunidades de negócios que se apresentam.

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