Apartamento a Venda no bairro Centro - Rio de Janeiro, RJ
Frontal a Presidente Vargas 1 e 2 quartos, além de RoofTop com Piscina 25 m² e mais:
1 / / P I S C I N A C O M D E C K M O L H A D O
2 / / L O U N G E
3 / / S A L Ã O D E F E S T A S
4 / / Á R E A T É C N I C A
5 / / F I T N E S S
Valores previstos para lançamentos, apartir de:
- Studio 32 M² R$ 276,500
- 1 quarto 37M² R$ 342,500
- 2 quartos 54,45 m² R$ 489,900
- Ponto para recarga de bicicleta elétrica
- 50% de desconto no 3 primeiros anos de IPTU
Diferencias:
- Ponto para recarga de bicicleta elétrica
- A rej adores de t o rne i ra s
- P rev i s ão para i n s ta l a ção de aque cedo re s a gá s ( n ã o t e r á c h u v e i r o e l é t r i c o )
- Bac ia s ani tá r ia com d u p lo a c ionamento
- P i so l ami n ado nos quar tos
- P rev i s ão para i n s ta l a ção de a r- condi c ionado
E muito mais:
- Área do Ter reno: 1.148,45m²
- Total de Unidades: 360
- Apar tamentos por Andar : 20
- N de E levadores: 4
- N de Andares: Subsolo + Tér reo + Sobre loja + 18 andares + Cobertura
- N de Vagas de Bicicleta: 369
Saiba mais sobre ícone do Rio de Janeiro, Avenida Presidente Vargas - Rio de Janeiro - Brasil
Avenida Presidente Vargas: gigantismo entre memórias vivas e apagadas
Com seus 80 metros de largura e quatro quilômetros de extensão, ligando o Largo da Candelária à Praça da Bandeira numa linha reta, a Presidente Vargas é a avenida mais espetacular e o principal corredor de transportes da região central do Rio de Janeiro. Inaugurada em 1944, durante o Estado Novo, na gestão do prefeito Henrique Dodsworth, foi concluída em três anos e sua construção é tida pelos urbanistas como um dos maiores bota-abaixo da cidade. Foram derrubados 525 imóveis em brevíssimo período de tempo e varridos, entre outros antigos ícones da cidade, a lendária Praça Onze, o Largo de São Domingos e a Igreja de São Pedro dos Clérigos, uma joia barroca toda decorada por Mestre Valentim, o mais representativo artista do Rio colonial.
A Presidente Vargas foi traçada como uma continuação, em direção à Candelária, da Avenida do Mangue, que começou a ser construída em 1857 por iniciativa do Barão de Mauá e é considerada como a maior obra de saneamento do período imperial, em razão da construção do canal que drenou as águas do Mangal de São Diogo. Essa avenida começava na altura da Ponte dos Marinheiros - na confluência da atual Avenida Francisco Bicalho com a Praça da Bandeira, onde terminava o braço da Baía de Guanabara chamado de Saco de São Diogo ou Enseada de São Cristóvão. A via desaguava no Rocio Pequeno, que, anos mais tarde, se transformaria na Praça Onze.
Na verdade, a obra feita por Mauá era desejada desde a época de D. João, que queria melhorar o acesso à Quinta da Boa Vista. Pouco depois de chegar ao Rio de Janeiro, o monarca iniciou os primeiros trabalhos de aterro do Mangal de São Diogo e construiu o Caminho do Aterrado (que mais tarde se transformaria na Avenida do Mangue). A fim de começar a desenvolver aquela área, isentou da décima urbana - uma espécie de IPTU da época - aqueles que ali construíssem prédios. Também criou o Rocio Pequeno, uma área de serventia pública que, décadas depois, em 1846, ganhou um chafariz de abastecimento de água projetado pelo arquiteto francês Grandjean de Montigny. Com todas as melhorias, essa área aterrada passou a ser chamada de Cidade Nova, em oposição à Cidade Velha, que havia crescido a partir da Rua Direita - atual Primeiro de Março.
Data também do período joanino a construção, no Campo de Santana, do Quartel do Regimento da Tropa, nas imediações do terreno onde, mais de um século depois, Getúlio Vargas ergueu o suntuoso Palácio Duque de Caxias, para ser a sede do Ministério da Guerra. A abertura da Presidente Vargas engoliu um pedaço considerável do Campo de Santana, cuja região, no início dos anos 1800, ainda era esparsamente habitada. Segundo Maurício de Abreu, em seu livro Geografia Histórica do Rio de Janeiro, havia poucas residências nobres nessa área. A incidência maior de moradores era de artesãos e mecânicos ligados à manutenção das embarcações e dos engenhos.
Com esse perfil populacional ligado aos extratos mais humildes da população, a região do Campo e da Cidade Nova foi se adensando paulatinamente até meados do século XIX e aceleradamente a partir de então, quando começou a ser criado o sistema de transportes coletivos da cidade, com o bonde e o trem. Na década de 1870, o R